segunda-feira, março 09, 2015

Inesita Barroso (Homenagem), Pier Angeli, Debbie Reynolds, Gallery, Fotos de Dimas Schittini, Consuelo Leandro, Márcia de Windsor, Jardel Filho, Andelmo Duarte, Wanderléa, Salomé Parisio, Meire Nogueira, Vera Martins, Colunistas, "Memórias Paulistanas" FaceBoock dez mil views

São Paulo, 1953, 54...Pier Angeli e Debbie Reynolds jantam depois da sessão do Cine Metro que mostrou um filme da dupla inesquecivel. Debbie está viva, apareceu no filme Candelabra bem senhorinha e Pier se suicidou em 1969
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As mulheres que enfeitaram a noite dos ricos e famosos da São Paulo de 1982 segundo o mestre da fotografia...Tem a inesquecivel Consuelo Leandro ai...
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***MÁRCIA DE WINDSOR (1933-1982)***
De tradicional família mineira, MW já era muito bem casada e mãe de dois filhos quando entrou para a vida artística.
Estreou em grande estilo há 60 anos por convite de Octávio Guinle e pelas mãos de Oscar Ornstein, seus descobridores e os homens à frente do Copacabana Palace. Logo rebatizada por Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), e apadrinhada por Carlos Machado.
Não demorou para o cinema e a TV serem incorporados em sua carreira, e a trocar de companheiro também. O rico fazendeiro pai de seus filhos e muito mais velho, perdera quase tudo no jogo. Na foto, com seu novo par profissional e sentimental, o marido Jardel Filho, na peça ‘Os Direitos Da Mulher’.
Mas foi na tela pequena, nas novelas e principalmente no programa de Flávio Cavalvanti, que ficou inesquecível. Como a mais gentil, generosa, graciosa e carismática jurada de variedades de nossa história. Depois migrando para a atração de Silvio Santos. “Márcia de Windsor” virou adjetivo para qualquer professor que atribuísse uma nota dez para um aluno.
Sobre este pequeno livro que possuo (esquerda), o único sobre ela, preciso fazer uma observação. Aqui é apontado Arlindo Barreto, o ator filho de MW, como morto. Na verdade ele vive, aos 62 anos como pastor evangélico. Belo, chegou a trabalhar com a mãe e foi um dos interpretes do palhaço Bozo na TV brasileira. Converteu-se após severo envolvimento com drogas.
Se formos perguntar em qualquer parte do Brasil para um cidadão com mais de 55 anos, de qualquer classe social e nível cultural, quem foi MW (?), a maioria saberá. O que é curioso, pois nunca vi nenhuma referência a ela na TV, e sempre que leio ou vejo entrevistas de colegas com os quais conviveu ou trabalhou, são poucos os que lhe fazem menção. Em revistas? Somente as de sua época a citam.
Morreu aos 49 anos vítima de um enfarte fulminante, sozinha em seu quarto no Hotel São Raphael em SP, época em que filmava a reta final da novela ‘Ninho Da Serpente’. Com a notícia uma multidão de fãs e curiosos cercou o hotel, e seu funeral foi notícia constante durante dias. Comoção semelhante a da morte de Sérgio Cardoso durante a finalização do folhetim ‘O Primeiro Amor’, quase exatos 10 anos antes.
Márcia se foi em um ano em que perdemos grandes estrelas como Romy Schneider, Grace Kelly, Ingrid Bergman. No Brasil foram Marisa Prado e Elis Regina.
Virou nome de teatro em São Paulo. Na capital mineira é nome de rua e foi tema de exposição. Lá ainda existe museu dedicado à sua família; seu avô, o poeta Abílio Barreto, foi “fundador” da cidade.
Todos os seus colegas de bancada na TV Tupi faleceram prematuramente: Leila Diniz, Dener Pamplona, Erlon Chaves, Sérgio Bittencourt e José Fernandes.
Jardel Filho também foi levado pelo coração, 6 meses depois de MW, enquanto concluía a novela ‘Sol De Verão’.
Gui Castro Neves
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SÍLVIA FERNANDA: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=695544090560300&set=a.357627091018670.1073741825.100003141450848&type=3&theater
OSCAR ORNSTEIN: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=445490302232348&set=a.284569328324447.66965.100003141450848&type=3&theater
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Cine Marrocos, Rua Cons Crispiniano, 1966...Wanderleá lança Juventude & Ternura ao lado de Anselmo Duarte...ela sempre fala deste filme tão bonitinho...
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Salomé Parisio foi a vedete do Brasil que morreu esquecida e trabalhando na Avenida São Joao há dois anos. Deixou umlivro e muitas voltas ao mundo...cantava no final em igrejas e pequenos shows...Conhecida no Centro de SP...Aqui com Mauro Gianfrancesco e a garota propaganda Meire Nogueira. Tudo em sampa , sempre, sampa
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Vera Martins, a diva dos colunistas sociais do Brasil morreu faz um ano, de repente, e morava em Santa Cecilia, adorando a cidade de São Paulo e seus personagens incriveis. Minuto de saudade para vera...Uma lágrima para vera
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Inezita Barroso é sepultada em São Paulo

Cerimônia aconteceu no cemitério Gethsêmani, na zona sul paulista. Amigos, familiares e artistas deram último adeus à cantora e apresentadora do Viola, Minha Viola

São Paulo, 9 de março de 2015 – A cantora e apresentadora do Viola, Minha Viola, Inezita Barroso, foi sepultada há pouco, por volta das 17h, no cemitério Gethsêmani, na zona sul de São Paulo. A cantora faleceu na noite do último domingo (8/3) em decorrência de uma pneumonia, no Hospital Sírio Libanês. Em 4 de março, ela havia completado 90 anos de vida.

Ao longo da manhã e da tarde desta segunda-feira, milhares de pessoas, entre autoridades, artistas, familiares, amigos e fãs, foram à Assembleia Legislativa de São Paulo para se despedir de Inezita.

Autoridades como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Chico Sardelli, além de artistas como Paulinho (da dupla César e Paulinho), Lourenço e Lourival, Donizete, Léu e Rolando Boldrin, além de outros representantes do cenário musical caipira, participaram do velório.

O presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, e o presidente do Conselho Curador da FPA, Belisário dos Santos Jr., além dos funcionários da Rádio e TV Cultura, onde a apresentadora comandou o Viola, Minha Viola por quase 35 anos, também estiveram presentes.

Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a luta de Inezita pela preservação da cultura caipira se conecta com a origem da cultura brasileira. “Ela resgatou um ativo extraordinário de todos nós, brasileiros, e que forma a nossa nação e as nossas raízes”, declara.

“A nossa cultura, a brasilidade e a nossa tradição dependeram muito do trabalho que ela desenvolveu. É graças a ela que temos essa pujança, essa força na nossa música de raiz”, afirma Marcos Mendonça, presidente da FPA.

"Fica esse misto de tristeza pela perda física, mas o misto também de alegria por tudo que ela fez e deixou", afirma Chico Sardelli, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Para a família, ela cumpriu a missão em defesa da cultura popular e deixa um legado para a próxima geração. “O que ela começou a semear de cultura brasileira, de viola e música caipira, que as pessoas que estão aí continuem o trabalho dela”, diz Marta Barroso, filha da cantora, que ainda salienta o fato de a mãe ter falecido no Dia Internacional da Mulher. “Morrer no Dia da Mulher não foi por acaso. Até para morrer ela escolheu uma data marcante”, conclui.

Seguem outros depoimentos:

Joãozinho, violeiro do grupo Regional Viola, Minha Viola:
“Com grande dignidade, a Inezita foi fiel à música de raiz. Durante toda a vida se dedicou a sua pesquisa e divulgação”.

Donizeti, cantor:
“Sou artista desde criança e minha primeira aparição foi no Viola. Eu adorava a Inezita. A gente tinha uma amizade muito boa. Ela fez 90 anos e cumpriu dignamente a cultura caipira, que ela tanto defendeu”.

Léu, da dupla Liu e Léu:
Inezita, você faz parte da nossa vida e de todos os sertanejos. E nós vamos continuar te adorando, te amando, como sempre foi. Que Deus te dê muita luz e te proteja.

Lourenço e Lourival:
Inezita representou tudo para a música sertaneja. Devemos a Deus e a ela a nossa carreira.
   
Eduardo Suplicy, atual secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo:
“Inezita Barroso foi uma extraordinária artista, cantora, compositora. Desde menino sempre apreciei quando ela cantava Lampião de Gás, Marvada Pinga e tantas outras músicas bonitas do folclore brasileiro. Ela merece esse carinho tão significativo do povo que veio aqui dar seu último adeus”.

Belisário dos Santos Jr., presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta:
“Não é só a música  brasileira que perde, é a cultura e o mundo das artes. Não há quem possa substitui-la. Temos que ter a sabedoria para preencher essa lacuna. Temos que ser os herdeiros de sua sabedoria para continuar seu trabalho”.


Inezita Barroso, a grande dama da música de raiz

Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, nasceu em 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Filha de família tradicional paulistana, passou a infância cercada por influências musicais diversas, mas foi na fazenda da família, no interior paulista, que desenvolveu seu amor pela música caipira e pelas tradições populares. Formada em Biblioteconomia na USP (Universidade de São Paulo), Inezita foi uma grande pesquisadora da música caipira brasileira. Por conta própria, percorreu o interior do Brasil resgatando histórias e canções. Reconhecida por este trabalho, foi convidada a dar aulas sobre folclore em uma universidade paulista. Pelo seu trabalho como folclorista, e por ser uma enciclopédia viva da música caipira e do folclore nacional, recebeu o título de doutora Honoris Causa em Folclore pela Universidade de Lisboa.

O nome artístico foi criado aos 25 anos, quando ela juntou seu apelido de infância, Inezita, ao sobrenome do marido, Barroso.

A artista Inezita Barroso era cantora, instrumentista, folclorista, atriz e professora. Começou a cantar e estudar violão aos sete anos. Depois, começou com viola e piano. Tomou gosto pelo universo rural já nos primeiros anos de sua vida e na adolescência realizou recitais e shows. Sua primeira gravação em disco foi realizada no ano de 1951 pela gravadora Sínter. A partir daí, Inezita gravou cerca de 100 discos.

O primeiro DVD musical da dama da música de raiz, Inezita Barroso – Cabocla Eu Sou, foi lançado em dezembro de 2013 e sintetiza os mais de 60 anos de carreira da cantora.

É uma das cantoras mais premiadas do Brasil, sendo detentora de mais de 200 prêmios, entre eles o Prêmio Sharp de Música na categoria Melhor Cantora Regional, o Grande Prêmio do Júri do Prêmio Movimento de Música, em homenagem aos 47 anos de carreira, e o Prêmio Roquette Pinto como Melhor Cantora de Rádio da Música Popular Brasileira. Sua longa carreira foi coroada com o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2010, e com a escolha de seu nome para ocupar uma das cadeiras da Academia Paulista de Letras, em 2014. Inezita seria empossada oficialmente em meados de março deste ano.

Em 2009, Inezita recebeu do governo do Estado de São Paulo o título vitalício de Grande Oficial pelo compromisso com as raízes culturais do país e pela contribuição significativa para o entretenimento dos brasileiros.

Na tevê, sua carreira começou junto com a TV Record, onde foi a primeira cantora contratada. Depois, passou pela extinta TV Tupi e outras emissoras, até chegar à TV Cultura para comandar o Viola, Minha Viola.

Na rádio, Inezita esteve à frente de microfones da Record, USP e Rádio Cultura AM, onde apresentou, por 10 anos, o programa diário Estrela da Manhã.

O começo de tudo

O mais antigo programa de música da TV brasileira no ar, O Viola, Minha Viola estreou no dia 25 de maio de 1980, com apresentação de Moraes Sarmento (1922-1998) e Nonô Basílio (1922-1997), nos estúdios da TV Cultura, na Barra Funda. A partir da terceira edição, em junho, Inezita Barroso passou a participar da atração como convidada fixa e logo já conquistou a simpatia do público. Meses depois, em agosto, Nonô deixou o programa e Moraes ganhou como parceira a mulher que, anos mais tarde, tornar-se-ia a dama da música caipira no País.

Nessa época, a atração também ganhou espaço exclusivo: mudou-se para o Auditório Franco Zampari, na região da Luz, em São Paulo. Durante algum tempo, o Viola foi itinerante e viajou por diversas cidades do interior paulista, voltando, mais tarde, a fixar-se no Zampari.

Inezita Barroso gravou mais de 1500 edições do Viola, Minha Viola, voltado a modas de viola, música de raiz, lendas e danças folclóricas.

Tendo se tornado um verdadeiro centro da tradicional música de raiz, ao longo dos anos, o palco doViola recebeu os maiores astros do gênero, como Tonico e Tinoco; João Pacífico; As Galvão; Pedro Bento e Zé da Estrada; Cascatinha e Inhana; Milionário e José Rico; Tião Carreiro e Pardinho; Almir Sater; Daniel; Chitãozinho & Xororó; Renato Teixeira: Sergio Reis; entre muitos outros célebres do cenário musical caipira.


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