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Annie Girardot: Les films, les affiches et les autres photos. Os cartazes e os filmes magníficos estrelados por Annie. Inesquecíveis.

A atriz francesa Annie Girardot morreu nesta segunda-feira no hospital Lariboisiere de Paris, aos 79 anos, depois de uma longa batalha contra o Mal de Alzheimer, informou sua neta, Lola Vogel.
Annie Girardot começou a carreira em 1955 e conheceu o apogeu nos anos 1970, tendo participado de sucessos como "Rocco e seus irmãos", de Luchino Visconti, atuando sob a direção de outros diretores famosos como Claude Lelouch, Roger Vadim e Mario Monicelli.
A atriz sofria há vários anos do Mal de Alzheimer, e se converteu num símbolo da doença depois de aceitar filmar o documentário "Ainsi va la vie" (Assim vai a vida), de Nicolas Baulieu, que a acompanhou durante oito meses, retratando sua perda de memória.
"Agora, a Annie já não sabe nada de Annie Girardot", resumiu o cineasta.
Filha de uma parteira, Annie Girardot seguiu os passos de sua mãe, formando-se em enfermagem, mas depois mudou de rumo e voltou-se para o mundo espetáculo, alcançando seu primeiro triunfo em 1974 com a peça "Madame Marguerite".
Ganhou seu primeiro César - o Oscar do cinema francês - em 1977 por seu papel em "Docteur François Gailland", de Jean-Louis Bertucelli.
Sua história de amor com o público sofreu uma interrupção quando Girardot praticamente desapareceu das telas no início dos anos 1980, voltando, em seguida, para algumas aparições.
Girardot provocou uma grande emoção coletiva durante a cerimônia de entrega do César de 1996, quando recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em "Les Misérables", do cineasta francês Claude Lelouch, depois de uma longa ausência das telas.
Com os olhos cheios de lágrimas e com o César nas mãos, a atriz confidenciou ao público: "Eu não sei se fiz falta ao cinema, mas senti uma falta louca e dolorosa o cinema francês", declarou então.
A audiência inteira, tomada pela emoção, aplaudiu-a longamente de pé.
filmografia inclui "Os companheiros", de Mario Monicelli, "Morrer de amor", de André Cayatte, "Viver por viver", de Claude Lelouch, e "Llueve sobre Santiago", de Helvio Soto.
Suas últimas interpretações foram em dois filmes do austríaco Michael Haneke, "A professora de piano" (2002), com Isabelle Huppert, e "Caché", (2005), com Juliette Binoche.
Em autobiografia divulgada em 2003, ela dizia ter sido a "antivamp que tranquiliza" os espectadores, mas que aproveitou ao máximo a vida. "Sou sua prima, sua tia, sua mãe, sua noiva", repetia ela a seu público.























































Comentários

  1. A atriz francesa Annie Girardot morreu nesta segunda-feira no hospital Lariboisiere de Paris, aos 79 anos, depois de uma longa batalha contra o Mal de Alzheimer, informou sua neta, Lola Vogel.

    Annie Girardot começou a carreira em 1955 e conheceu o apogeu nos anos 1970, tendo participado de sucessos como "Rocco e seus irmãos", de Luchino Visconti, atuando sob a direção de outros diretores famosos como Claude Lelouch, Roger Vadim e Mario Monicelli.

    A atriz sofria há vários anos do Mal de Alzheimer, e se converteu num símbolo da doença depois de aceitar filmar o documentário "Ainsi va la vie" (Assim vai a vida), de Nicolas Baulieu, que a acompanhou durante oito meses, retratando sua perda de memória.

    "Agora, a Annie já não sabe nada de Annie Girardot", resumiu o cineasta.

    Filha de uma parteira, Annie Girardot seguiu os passos de sua mãe, formando-se em enfermagem, mas depois mudou de rumo e voltou-se para o mundo espetáculo, alcançando seu primeiro triunfo em 1974 com a peça "Madame Marguerite".

    Ganhou seu primeiro César - o Oscar do cinema francês - em 1977 por seu papel em "Docteur François Gailland", de Jean-Louis Bertucelli.

    Sua história de amor com o público sofreu uma interrupção quando Girardot praticamente desapareceu das telas no início dos anos 1980, voltando, em seguida, para algumas aparições.

    Girardot provocou uma grande emoção coletiva durante a cerimônia de entrega do César de 1996, quando recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em "Les Misérables", do cineasta francês Claude Lelouch, depois de uma longa ausência das telas.

    Com os olhos cheios de lágrimas e com o César nas mãos, a atriz confidenciou ao público: "Eu não sei se fiz falta ao cinema, mas senti uma falta louca e dolorosa o cinema francês", declarou então.

    A audiência inteira, tomada pela emoção, aplaudiu-a longamente de pé.

    A filmografia inclui "Os companheiros", de Mario Monicelli, "Morrer de amor", de André Cayatte, "Viver por viver", de Claude Lelouch, e "Llueve sobre Santiago", de Helvio Soto.

    Suas últimas interpretações foram em dois filmes do austríaco Michael Haneke, "A professora de piano" (2002), com Isabelle Huppert, e "Caché", (2005), com Juliette Binoche.

    Em autobiografia divulgada em 2003, ela dizia ter sido a "antivamp que tranquiliza" os espectadores, mas que aproveitou ao máximo a vida. "Sou sua prima, sua tia, sua mãe, sua noiva", repetia ela a seu público.



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